Breaking é uma dança em que se realiza manobras acrobáticas improvisadas ao ritmo da música tocada. Entre as manobras realizadas, há uma conjugação de giros, cambalhotas e paradas de mão (como plantar bananeira, por exemplo). Desse modo, o breaking é uma modalidade exigente, que requer muito treinamento e excelente condição física.

As apresentações dos dançarinos, que podem ser individuais ou em grupos, são avaliadas por um júri, que considera técnica, variedade, consistência, equilíbrio, musicalidade e criatividade na realização das combinações dos movimentos.

Os dançarinos do breaking são chamados de b-boys e b-girls, termos que foram encurtados do original break-boys e break-girls. Além disso, eles costumam usar nomes artísticos, como, por exemplo, Fabiano Lopes, campeão mundial de breaking que é conhecido como B-boy Neguin.

Um dos maiores eventos mundiais de breaking é o Red Bull BC One. Nesse evento, as apresentações, chamadas de batalhas, consistem em 3 rodadas com cerca de 30 a 60 segundos de duração cada. Nas batalhas, dois dançarinos se enfrentam simultaneamente em um ringue.

Eles são avaliados por um júri composto por 5 elementos, sendo que o vencedor de cada rodada, passa para a rodada seguinte.

Durante as batalhas, os dançarinos podem fazer gestos, sinalizando alguns comportamentos dos concorrentes aos juízes, tal como a chamada “mordida” ou mostrar vários dedos.

O sinal de “mordida” sinaliza que o outro dançarino pode estar copiando os movimentos do dançarino concorrente. A imitação é muito mal vista entre b-boys e b-girls, afinal a criatividade e improviso são essenciais no breaking.

O sinal de vários dedos sinaliza que o dançarino concorrente está repetindo um movimento feito na rodada anterior. Esse gesto ajuda os juízes a perceberem o que aconteceu, porque nem sempre é perceptível.

Movimentos do breaking

A combinação dos movimentos do breaking tem como base os seguintes fundamentos: toprock, footwork, freeze e powermoves.

O toprock é o primeiro fundamento, geralmente uma sequência de passos realizados em pé, antes de iniciar os movimentos que serão realizados no chão.

toprock_movimento do breaking

O footwork é o segundo fundamento, realizado quando o atleta já está no solo e utiliza as mãos e o solo para dar suporte para as pernas e quadris, realizando diversos movimentos livres e rítmicos. Ele é o único movimento exclusivo do breaking.

footwork_movimento do breaking

O freeze é um movimento em que o dançarino “congela”, geralmente feito em um momento dramático da música ou para encerrar uma sequência. Nesse sentido, ele é realizado para que todos tenham a oportunidade de captá-lo por ser um movimento único e excepcional.

freeze_movimento do breaking

O powermove é um ou uma série de movimentos mais dinâmicos e contagiantes, apresentados com bastante energia.

powermove_movimento do breaking

História do breaking

O breaking foi criado por afroamericanos, latinos e imigrantes. Ele surgiu no bairro do Bronx, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, na década de 70.

A dança foi uma forma de reduzir a violência entre os jovens que se reuniam para mostrar uns aos outros os movimentos de dança que tinham inventado. Cada um com seu estilo, incorporava novos elementos à dança, impressionando os espectadores que, assim, criavam novos movimentos.

Essas apresentações ganharam o nome de batalhas. De seguida, começou a ser praticada em festas que deram origem à cultura hip-hop, onde a presença do MC (mestre de cerimônia) era muito importante.

Esse estilo de dança chegou ao Brasil na década de 80. Inicialmente, as apresentações de breaking começaram em frente à estação São Bento do Metrô de São Paulo, antes de se espalhar por todo o país.

Na década de 90 começaram a se realizar competições internacionais, tornando o estilo de dança urbana conhecido.

Considerando a realização dos movimentos acrobáticos, o breaking chamou a atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI), que adicionou a modalidade aos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018 em Buenos Aires. Em 2024, o breaking estreia nos Jogos Olímpicos de Paris com 32 atletas, 16 b-boys e 16 b-girls.

De acordo com Caldas (2022), a dança ajuda as crianças a desenvolverem consciência corporal e promove relações sociais. Além disso, a dança pode desenvolver outras capacidades e habilidades, como coordenação motora, ritmo e criatividade. Dessa forma, o breaking pode ser ensinado na Educação Física escolar a partir dos anos iniciais, 5º ou 6º ano, através dos movimentos corporais da dança, que estimulam a criatividade e consciência corporal (anos iniciais), assim como força, equilíbrio e coordenação motora (anos fundamentais e finais).

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Referências Bibliográficas

Breaking. História. Comitê Olímpico do Brasil. Documento acessado em julho de 2024, disponível em:

Caldas, I. T. A Dança e Suas Expressões: A gamificação como ferramenta pedagógica na Educação Física escolar. Revista Excellence. 2022.

Com informações do Toda Matéria