“Para os brasileiros, o poder obtido por aqueles que são eleitos é algo definitivo. Mesmo que na teoria o país seja uma República democrática, na qual o poder dos representantes dos cargos legislativos e executivos tem origem na vontade do povo, na prática o povo parece ter pouca consciência disso. Há uma ideia de que o poder é absoluto nas mãos dos governantes. Não à toa, a população acaba por fazer um grande alvoroço em torno do poder executivo, de forma especial da figura do presidente da República, como se este fosse um salvador, uma pessoa que por simples decreto conseguiria resolver todos os problemas da nação. Se na teoria nosso país é democrático, na prática, a mentalidade da população, somos ainda uma monarquia. Em grande parte, isso acaba por permitir que o poder Legislativo seja encarado como algo sem importância e a eleição desses representantes seja apenas realizada para cumprir uma obrigação”
(MANZANO, Rodrigo dos Santos. Democracia de poder absoluto. Filosofia, ano VI, n. 82, maio 2013. Texto Adaptado).
a) No texto, o autor afirma que nós, brasileiros, de modo geral, temos a ideia de que o poder dos governantes, em especial do presidente, é absoluto. No entanto, vimos que a Constituição republicana estabeleceu a divisão de poderes, atribuindo ao presidente um poder específico. Que poder o presidente da República representa e qual a sua função?